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Ortodontia Autoligada

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São aparelhos ortodônticos que dispensam o uso de borrachinhas ou amarrilhos para prender o arco (fio) ao braquete. Proporcionam então, a diminuição do atrito entre o fio ortodôntico e o braquete, tornado possível a utilização de forças mais leves, porém constantes, pois, apresenta um encaixe próprio que fixa o arco mantendo o fio ativado durante mais tempo. A vantagem deste sistema é o fato de não precisar ir todo mês ao ortodontista. Sendo ideal para pacientes que não disponham de tempo ou que residem em outra cidade. Outra vantagem é o fato de serem mais fáceis de higienizar, já que não apresentam borrachinhas que estão mais sujeitas a juntarem placa bacteriana.

  Quando um ortodontista opta por um determinado braquete, seja ele tradicional ou autoligado passivo ou ativo, o mínimo que se espera é que ele termine bem o tratamento. A decisão pela escolha de qualquer material a ser utilizado na clínica ortodôntica passa por uma série de fatores, muitos deles relacionados à habilidade profissional, conhecimento e atitude do profissional.  Aparelhos autoligados são aparelhos pré-ajustados, com prescrições variáveis como tantos outros braquetes, mas

que incorporam uma série de benefícios aos ortodontistas e aos pacientes, em função da baixa fricção associada à mecânica. Quando usados de maneira sistemática, mas com critérios bem definidos e cuidados, podem representar um grande diferencial na mecânica ortodôntica, simplificando etapas , diminuindo o uso de  acessórios, e possibilitando uma real diminuição das forças aplicadas sobre os dentes e periodonto, além da redução no tempo de tratamento.

  Muitos debates acalorados, inclusive nas mídias sociais, têm sido feitos em relação aos braquetes autoligados e suas reais vantagens em relação aos convencionais. Defensores ferrenhos dos braquetes convencionais, questionam as vantagens dos autoligados. Logicamente existe um apelo comercial muito grande das empresas que vendem esses tipos de aparelhos e muitas vezes a propaganda é bem maior do que os reais benefícios. No entanto, sabemos também que o ser humano costuma relutar em fazer mudanças e preferimos ficar na zona de conforto ao invés de tentarmos algo novo. Muitos profissionais têm se acomodado ao longo dos anos e preferem se manter na linha de trabalho, na mesma lassidão profissional e criticar um sistema "novo" ao invés de estudar profundamente e se inteirar dos  benefícios da técnica autoligada.

  Em nossos 8 anos trabalhando com sistemas autoligados, com centenas de casos tratados e finalizados com estes aparelhos e se comparados aos convencionais (que também colocamos) notamos uma real diminuição do número de consultas, já que os intervalos entre as ativações são maiores.

  Consequentemente, notamos que o tempo de tratamento total, acaba sendo menor que com convencionais, pois o sistema fica liberando forças suaves e contínuas por mais tempo que os braquetes de borrachinhas. Mas talvez essa vantagem seja questionável.

  Inicialmente o sistema autoligado diminui o atrito entre fio e braquetes e observo uma maior facilidade do movimento dentário, principalmente nas fases iniciais de tratamento, ou seja, percebo um alinhamento e nivelamento dos dentes mais rápido que o convencional. Com isso chegamos antes nas fases mais complexas do tratamento e, portanto, tendemos a terminar antes os casos. Outra vantagem é a baixa necessidade de uso de acessórios, uso de barras palatinas, arcos linguais, binários, alças verticalizadoras, entre outros, praticamente foram "eliminados" da nossa rotina diária. E isso facilita em muito a vida de quem usa aparelho! Observo em grande número de clientes uma maior facilidade de higienizar os dentes, já que o sistema praticamente elimina bandas, e não utiliza borrachinhas de ligadura, que em 15 dias se deterioram e perdem sua força. Notamos também que ao utilizarmos fios leves e termo ativados nos primeiros meses, a sensação de dor tem sido menor em pacientes que usam aparelhos autoligados do que comparados aos convencionais.

  Outra importante constatação em nossos casos tratados com autoligados são as reabsorções dentárias, praticamente não existem mais, pois forças leves são mais bem toleradas pelos nossos dentes e suporte periodontal.

  Enfim, poderíamos falar de tipos de prescrições, tamanhos de braquetes, angulações e torques e uma infinidade de outras coisas inerentes aos dois sistemas, mas preferimos salientar que, independentemente do tipo de aparelho, mais importante é o correto diagnóstico, o correto planejamento e uma mecânica inteligente que permita tratar bem o paciente alcançando  resultados estéticos e funcionais estáveis.

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